O novo Salário Mínimo Paulista entrou em vigor no dia 1º de julho, com valor fixado em R$ 1.804 em todo o estado de São Paulo. O reajuste representou aumento de 10% em relação ao piso estadual anterior e manteve o salário paulista R$ 286 acima do mínimo nacional.
A medida consolidou São Paulo entre os estados com maior piso regional do país e passou a valer ao longo de 2025 para milhões de trabalhadores. O valor foi definido após aprovação de projeto de lei pela Assembleia Legislativa em maio, a partir de proposta encaminhada pelo Governo do Estado.
Pelo terceiro ano consecutivo, o reajuste ficou acima da inflação, garantindo ganho real estimado em cerca de 5%. O piso estadual passou a ser aplicado a trabalhadores que não possuíam salário mínimo definido por legislação federal, convenção coletiva ou acordo sindical.
A atualização também impactou o funcionalismo público estadual. Um projeto de lei complementar aprovado no mesmo período instituiu um abono para servidores que recebiam abaixo do novo piso.

Categorias beneficiadas e contexto político
Mais de 76 categorias profissionais foram diretamente beneficiadas pelo novo Salário Mínimo Paulista. Entre elas estavam ocupações sem piso próprio estabelecido em normas federais ou negociações coletivas.
A legislação também passou a incluir cuidadores de pessoas com deficiência entre os beneficiários, ampliando um grupo que já havia incorporado cuidadores de idosos em atualizações anteriores. O reajuste salarial ocorreu em um cenário de alta aprovação do governador Tarcísio de Freitas.
Pesquisa da Paraná Pesquisas, divulgada em dezembro, mostrou que 64,2% dos eleitores paulistas aprovavam a gestão estadual, enquanto 31,4% a desaprovavam. Na avaliação geral, 48,7% classificaram o governo como “bom” ou “ótimo”, e 20,5% como “ruim” ou “péssimo”.





