O Estados Unidos comprou uma parte do território da Dinamarca por “míseros” 25 milhões de dólares. Embora hoje pareça pouco dinheiro, na época em que os yankees o desembolsaram, em 1917, se tratavam de valores consideráveis.
Depois de abolida a escravatura, a economia das ilhas de Saint Croix entrou em colapso com o açúcar produzido lá enfrentando grande concorrência global. Como o transporte marítimo e o comércio já haviam caído de ritmo, o local se tornou um fardo para os dinamarqueses, que detinham seu domínio.

Questões econômicas à parte, os EUA desenvolveram um interesse militar nas ilhas e, por essa razão, começaram a negociar sua compra. O processo se iniciou em 1866, mas só foi concluído de fato décadas mais tarde. Primeiro, adquiriram São Tomás e São João em troca de 7,5 milhões de dólares em ouro.
O Senado, porém, vetou e o compromisso expirou. Diante da possibilidade de perder o território desejado para a Alemanha, os yankees retomaram o interesse. Ofereceram US$ 3,5 milhões em ouro pelo conjunto de ilhas e, assim, as negociações andaram.
Um tratado foi assinado e os trâmites ficaram perto de serem concluídos. Isso aconteceria não fosse a recusa dos dinamarqueses em seu regimento interno, fazendo com que o contrato expirasse novamente. O negócio, então, só foi finalizado em março de 1917.
Estados Unidos comprou território por estratégia
O interesse dos EUA nas ilhas não foi por acaso. Durante a Primeira Grande Guerra, os estadunidenses temiam uma expansão alemã no Caribe, com o inimigo se apoderando das ilhas para utilizá-las como base militar.
Foi então que se apressou para fechar a compra das Índias Ocidentais Dinamarquesas 25 milhões de dólares. Movimento que foi bem recebido por grande parte da população local.





