Os Estados Unidos intimaram o México a respeito da questão do tráfico de drogas. Por meio das redes sociais, o governo estadunidense subiu o tom da cobrança e pediu ao país vizinho uma postura mais firme. Posicionamento que aumenta a tensão entre os dois lados.
Assinada pelo Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental, a administração de Donald Trump afirmou o seguinte: “Os próximos encontros bilaterais com o México exigirão resultados concretos e verificáveis para desmantelar as redes narcoterroristas e alcançar uma redução real no tráfico de fentanil, a fim de proteger as comunidades em ambos os lados da fronteira”.

A publicação, feita via X, veio à tona após uma conversa telefônica entre o Secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, e o Ministro das Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente. As partes compartilharam um comunicado de imprensa conjunto a respeito das tratativas.
“A importância da colaboração entre o México e os Estados Unidos, baseada no respeito mútuo pela soberania, e concordaram que é preciso fazer mais para enfrentar as ameaças comuns. Apesar do progresso alcançado, desafios significativos ainda persistem”, diz um trecho da nota à imprensa.
Ataque dos Estados Unidos não é descartado
Apesar da conversa entre os dois países, uma intervenção militar estadunidense no território mexicano não está descartada. A exemplo do que aconteceu na Venezuela, com Nicolás Maduro, a região permanece em estado de alerta.
Pelo menos em seu discurso, Donald Trump segue na empreitada contra o tráfico de drogas nos arredores das fronteiras yankees. Há poucos dias, o líder estadunidense indicou possíveis ataques terrestres a carteis de drogas.
EUA e México vão se reunir novamente no dia 23 de janeiro para continuar as conversas a respeito do tema, visando “combater os cartéis e impedir o tráfico de fentanil e armas através da fronteira comum”.





