Os Estados Unidos acompanham com atenção a possibilidade de uma cooperação entre China e Rússia para desenvolver um novo bombardeiro stealth. As duas potências mantêm parceria estratégica e realizam exercícios militares conjuntos, o que alimenta especulações sobre um projeto aéreo compartilhado.
A revista 19FortyFive classificou essa hipótese como um potencial “pesadelo” para a Força Aérea dos EUA. Apesar do temor, ambos os países enfrentam entraves relevantes em seus programas atuais.
A China desenvolve o H-20, seu bombardeiro furtivo de longo alcance, mas o projeto sofre atrasos, principalmente por dificuldades na criação de motores confiáveis e eficientes. Engenheiros também enfrentam desafios na consolidação de tecnologias stealth e no aumento da autonomia da aeronave.
A Rússia, por sua vez, trabalha no PAK-DA, destinado a substituir modelos antigos como o Tu-95. O programa esbarra na limitação tecnológica de motores, em obstáculos na integração de sistemas aviônicos e em dificuldades ligadas à furtividade. Além disso, sanções internacionais afetam cadeias de suprimentos e pressionam o orçamento de defesa, que tem priorizado equipamentos terrestres.

Vantagem estratégica americana
Os Estados Unidos mantêm liderança consolidada no setor. O B-2 Spirit opera desde a década de 1990, e o B-21 Raider representa a nova geração de bombardeiros furtivos americanos.
Décadas de experiência prática, testes operacionais e amplo orçamento militar garantem vantagem tecnológica significativa. Embora uma parceria sino-russa seja teoricamente possível, barreiras técnicas, industriais e estratégicas tornam o projeto complexo.
Diferenças de padrões, divisão de responsabilidades e limitações estruturais reduzem a probabilidade de um bombardeiro conjunto no curto prazo, preservando a superioridade aérea americana.





