Os Estados Unidos fecharam contrato bilionário de combustível para produção de bombas nucleares. Segundo o DOE, Departamento de Energia do país norte-americano, o compromisso foi firmado com seis empresas de urânio de baixo enriquecimento (LEU).
Com isso, as companhias poderão concorrer a trabalhos futuros. Ao todo, o órgão estadunidense pretende destinar US$ 2,7 bilhões, ou R$ 14 bilhões na cotação atual, para desenvolver capacidades de infraestrutura de LEU e urânio de baixo enriquecimento de alto teor.

Por contrato, as empresas devem cumprir certos requisitos para fornecer serviços de enriquecimento para usinas nucleares existentes e reatores modulares menores. Hoje, os EUA importam de 20 a 25% de seu urânio enriquecido da Rússia, de acordo com dados do próprio Departamento de Energia.
Esse movimento, portanto, visa reduzir a dependência de fontes estrangeiras. Até por conta disso, o governo Trump oficializou a proibição de LEU da Rússia de agosto de 2024 até 31 de dezembro de 2040, assim criando uma lacuna no fornecimento de combustível.
Estados Unidos pensam no presente e no futuro
Em nota, o Departamento de Energia dos EUA destacou o caráter doméstico da decisão de optar por formas diferentes de obtenção de LEU. O país quer garantir fontes confiáveis para atender as necessidades internas atuais e também construir uma base para futuras movimentações nesse sentido.
“Desenvolver a capacidade doméstica para LEU garante que um fornecimento adequado de combustível esteja disponível a partir de fontes confiáveis para manter a atual frota de reatores dos EUA e constrói uma base sólida para fornecer futuras implantações de reatores nucleares avançados tanto no país quanto no exterior”, afirmou o departamento estadunidense, em comunicado.





