Muitos brasileiros sonham com a aposentadoria após o fim das atividades trabalhistas. Entretanto, existem casos que um cidadão já com condições não faz o pedido. Com isso, surge uma questão muito presente na mente de muitos brasileiros: esqueci que poderia aposentar, posso receber um valor retroativo do INSS?
Em regra, não é possível receber aposentadoria de forma retroativa apenas porque você tinha direito e não pediu antes. Se você já cumpria os requisitos no passado, mas só faz o pedido agora ao INSS, o pagamento começa a contar a partir da data de entrada do requerimento, chamada de DER (Data de Entrada do Requerimento).
Isso acontece porque a legislação entende que a aposentadoria é um direito que precisa ser solicitado. Ou seja, se o benefício não foi requerido no momento certo, o INSS não paga pelos períodos em que a pessoa continuou trabalhando ou simplesmente não deu entrada no pedido.

Valores retroativos podem chegar através de outras situações
Apesar disso, existem situações específicas em que é possível receber valores retroativos. Uma delas é quando o pedido já havia sido feito anteriormente e foi negado, mas depois fica comprovado que o segurado já tinha direito naquela época. Nesse caso, seja por revisão administrativa ou decisão judicial, o pagamento pode ser retroativo à data do primeiro pedido.
Outra possibilidade ocorre quando há erro do próprio INSS, como informações incorretas ou análise equivocada de documentos. Se isso for comprovado, a Justiça pode determinar que o benefício seja pago desde a data em que o direito foi reconhecido de forma indevida.
Também existe o chamado direito adquirido, quando a pessoa cumpriu os requisitos antes da Reforma da Previdência, mas nesse caso o que muda é o cálculo mais vantajoso — e não o recebimento retroativo desde anos anteriores.
Por isso, o ideal é solicitar o benefício o quanto antes pelo Meu INSS, já que o pagamento começa a contar a partir do pedido. Além disso, quem já está próximo da aposentadoria deve avaliar com atenção as regras disponíveis, pois pequenas diferenças podem impactar bastante no valor final.
Em casos mais complexos, vale buscar orientação especializada para entender se há possibilidade de revisão ou ação judicial.









