Uma nova fábrica de calçados foi inaugurada no Presídio Estadual de Sarandi, no Rio Grande do Sul. Essa iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a Polícia Penal, a empresa Beira Rio e o atelier de costura Maeve.
O objetivo principal desse projeto é proporcionar oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade, promovendo a ressocialização. A nova estrutura instalada no presídio possui capacidade para empregar até 50 apenados do regime fechado.
No início das operações, oito detentos já começaram a trabalhar na linha de produção. Essa ação faz parte das iniciativas do Estado para incentivar o trabalho prisional, focando na reintegração social dos participantes, um aspecto essencial para a redução da reincidência criminal.
Alinhamento com o projeto Mãos que Reconstroem
O projeto da fábrica está alinhado ao programa Mãos que Reconstroem, criado em 2025, que visa ampliar o uso da mão de obra prisional em atividades produtivas. Desde a sua implementação, mais de 2.170 vagas de trabalho foram geradas no sistema penitenciário do Rio Grande do Sul.
Os apenados que trabalham na nova fábrica de calçados têm direito a benefícios previstos em lei. Isso inclui uma remuneração de até 75% do salário mínimo e a possibilidade de remição de pena através do trabalho. A produção da nova unidade será direcionada à indústria calçadista, ajudando a atender à demanda do setor.
A iniciativa também fortalece as ações de ressocialização dentro do sistema prisional, mostrando que é possível transformar o ambiente carcerário em um espaço de aprendizado e desenvolvimento. A fábrica representa uma mudança significativa na abordagem do sistema penitenciário, ao focar na capacitação e na geração de oportunidades reais para os detentos.





