O recuo do mar tem sido observado com frequência nas praias do litoral paulista, incluindo Santos, Praia Grande e São Vicente. Moradores registram o fenômeno que expõe o leito marinho e aumenta a faixa de areia, o que gera curiosidade e, em alguns casos, preocupação.
Apesar da semelhança com o recuo que antecede tsunamis, especialistas explicam que não há relação entre os eventos observados na Baixada Santista e ondas gigantes. O meteorologista Franco Cassol, da Defesa Civil de Santos, afirma que o recuo do mar ocorre principalmente durante marés de sizígia, ou seja, nas luas cheia e nova, e é influenciado pela direção e intensidade dos ventos.
A interação entre a maré astronômica, provocada pela atração gravitacional da Lua e do Sol, e a maré meteorológica, ligada às condições do tempo, pode resultar em episódios de maré negativa, quando o nível do mar fica abaixo do zero.

Fenômeno natural e monitoramento
O recuo do mar não tem estação específica e pode ocorrer em qualquer época do ano, inclusive no verão e na primavera, quando marés negativas são mais frequentes. Para os banhistas, o efeito mais visível é a faixa de areia mais longa e o aparecimento de recifes normalmente submersos.
A exceção ocorre em locais específicos, como o Canal 5 em Santos, onde destroços do navio inglês Kestrel podem ficar expostos. Para acompanhar o fenômeno, especialistas recomendam consultar a tábua de marés, disponibilizada pela Marinha e órgãos marítimos. Ela indica horários e alturas da maré alta e baixa em cada região, ajudando moradores, pescadores e turistas a planejar atividades com segurança.





