Craque que foi carrasco da Seleção Brasileira no passado virou um aliado de peso de Vinícius Júnior na luta contra o racismo. Ex-jogador e atual comentarista esportivo, Thierry Henry saiu em defesa do atacante após o episódio lamentável ocorrido na partida entre Benfica e Real Madrid, pela Champions League.
Pouco depois de fazer o único gol da partida, no Estádio da Luz, o camisa 7 merengue denunciou o caso de racismo ao árbitro. Segundo ele, o argentino Gianluca Prestianni o chamou de “macaco” – para evitar uma possível leitura labial através das câmeras, o atleta tampou a boca com a camisa.

Indignado com mais um episódio de racismo, Henry foi contundente em sua declaração a respeito do ocorrido. Ídolo do Barcelona, o ex-atacante francês afirmou até mesmo que passou a ser um madridista, mesmo que momentaneamente, como forma de apoio ao jogador brasileiro.
“Eu não gosto do Real Madrid, mas hoje sou madridista. Não me importo com a camisa que Vini está usando, não quero ver isso (racismo). Ouço as pessoas dizendo que ‘sempre acontece com ele’. Quem se importa? Vamos voltar ao ponto principal.
O que foi dito foi que Vini é um macaco. Sobre o que estamos falando mais uma vez? Por que você, Prestianni, tampou a boca? Não preciso especular, acredito em Kylian (Mbappé)”, declarou, durante transmissão da CBS Sports.
Thierry Henry fez o Brasil chorar
Em 2006, Henry entrou para a lista de carrascos do Brasil em Copas do Mundo ao fazer o gol que eliminou o selecionado canarinho da edição realizada na Alemanha.
Após cruzamento na medida de Zinedine Zidane, a lenda do Arsenal só teve o trabalho de completar de pé direito para o gol de Dida, que nada pôde fazer para evitar.
Com a vitória nas quartas de final, a França seguiu adiante na competição. Na grande decisão, porém, os franceses pararam na Itália, que conquistou o tetracampeonato.





