Documentos inéditos da preparação da Seleção Brasileira de 1970, agora expostos no Museu da Fifa, revelam que em determinados testes físicos um jogador teve desempenho superior ao de Pelé. Entre os resultados apresentados, Jairzinho recebeu avaliação “muito bom” na corrida de 12 minutos, enquanto Pelé foi classificado como “bom”.
Os dados fazem parte de relatórios realizados em fevereiro de 1970, no Rio de Janeiro, durante os primeiros meses de treinamento para a Copa do Mundo do México. Esses documentos integram a exposição “Inovação em Ação: tecnologias do futebol dentro e fora do campo”, aberta em Zurique até o fim de março. Segundo o Museu da Fifa, o material foi adquirido em 2024 e não havia sido exibido anteriormente.

Metodologia e preparação física reveladas
Os relatórios registram a aplicação do método Cooper, conduzido pelo preparador físico Carlos Alberto Parreira. O objetivo era medir resistência e estabelecer grupos com diferentes níveis de condicionamento. A partir dessa divisão, cada atleta recebeu cargas de trabalho específicas, o que permitiu preparar o elenco de forma individualizada.
A seleção iniciou os treinamentos em fevereiro e permaneceu no Rio por algumas semanas antes de viajar ao México, cerca de um mês antes do início da Copa. O planejamento buscava garantir que todos os jogadores estivessem aptos a manter o desempenho técnico em condições ambientais mais exigentes.
Após a exposição, os documentos serão preservados pelo Museu da Fifa e poderão voltar a ser apresentados futuramente. O material destaca um aspecto pouco conhecido da preparação de 1970: apesar do peso histórico de Pelé, os testes físicos indicaram que outros atletas, como Jairzinho, apresentaram desempenho superior em avaliações específicas.





