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França e Itália estão tirando 7 bilhões de dólares do Brasil e Europa pode ser substituída por Japão, Índia e Canadá

Por Redação
17/12/2025
Foto: Joélson Alves/Agência Brasil

Foto: Joélson Alves/Agência Brasil

França e Itália anunciaram que, por enquanto, não pretendem apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A posição dos dois países frustrou expectativas de que o tratado fosse finalmente concluído nos próximos dias. O impasse pode afetar diretamente bilhões de dólares em negócios para o Brasil.

A decisão foi confirmada nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, e caiu como um balde de água fria para os países sul-americanos. O acordo vinha sendo negociado há mais de duas décadas e era visto como estratégico para ampliar exportações. Sem o apoio unânime da UE, o avanço fica comprometido.

Havia inclusive a expectativa de que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viesse ao Brasil ainda nesta semana. A viagem teria como objetivo oficializar a assinatura do tratado entre os dois blocos. Com o recuo de França e Itália, o plano foi colocado em dúvida.

Impacto bilionário e novas alternativas no radar

Segundo estimativas da ApexBrasil feitas em 2024, o acordo poderia gerar um aumento imediato de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para a Europa. Mais de 240 produtos teriam tarifas reduzidas ou eliminadas em poucos anos. Isso abriria espaço para o Brasil ampliar sua presença no mercado europeu.

Hoje, esses produtos representam cerca de US$ 3,5 bilhões das importações europeias selecionadas. Com a redução das tarifas, a participação brasileira poderia chegar a 10% rapidamente. Esse crescimento é considerado viável por especialistas em comércio exterior.

Diante da demora europeia, autoridades latino-americanas demonstram crescente impaciência. Um representante brasileiro chegou a afirmar que o momento é decisivo, classificando a situação como “agora ou nunca”. A sensação é de que o Mercosul não pode mais esperar indefinidamente.

Com isso, o bloco sul-americano já avalia outras opções de parceria comercial. Países como Japão, Índia e Canadá surgem como alternativas concretas à Europa. A diversificação de acordos pode reduzir a dependência europeia e abrir novos caminhos para o crescimento das exportações brasileiras.

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