Uma empresa gigante da Índia vai investir pesado para comprar lítio, também conhecido como ouro branco, do Brasil. A companhia em questão é a Altmin, que atua fabricando materiais utilizados no desenvolvimento de baterias de íon-lítio.
Com um investimento de US$ 40 milhões (R$ 207 milhões, na cotação atual) na Companhia Brasileira de Lítio (CBL), a empresa indiana terá participação de 33% em uma planta de refino de lítio localizada em Divisa Alegre, que fica na região norte de Minas Gerais.

Conforme divulgou o governo mineiro, os recursos serão inteiramente revertidos na ampliação da refinaria, com o objetivo de produzir carbonato de lítio. O montante viabilizará a expansão da capacidade produtiva da unidade de 2 mil para 6 mil toneladas por ano.
Este movimento acontece em meio a uma estratégia do Governo de Minas Gerais de ampliar o apoio a iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cadeia do lítio no estado, visando a industrialização e o aproveitamento do mineral na região do Vale do Lítio.
A CBL é a única mineradora brasileira com operações integradas de extração e refino químico de lítio, além de ser a única companhia fora da China qualificada industrialmente para produzir carbonato de lítio grau bateria com pureza superior a 99,8%, um dos principais componentes químicos utilizados atualmente.
Lítio é o “ouro branco”
O lítio não é conhecido como ouro branco por acaso. Trata-se de uma material macio de coloração prateada que se oxida rapidamente em contato com o ar ou a água. Ele é essencial para a fabricação de baterias e se tornou fundamental na transição energética.
O ouro branco é bastante utilizado em veículos elétricos, dispositivos eletrônicos, sistemas de armazenamento de energia e drones. Atualmente, a China é quem domina grande parte da cadeia global de valor do lítio.









