Durante o Carnaval, um dos crimes mais recorrentes em grandes aglomerações é o chamado “golpe do beijo”. A prática consiste em abordar a vítima de forma repentina, simulando ou forçando um beijo, para aproveitar o momento de distração e furtar objetos pessoais, como celulares, carteiras e documentos.
O golpe é comum em blocos de rua e festas lotadas, onde o contato físico e a euforia facilitam a ação dos criminosos. A abordagem costuma ser rápida e planejada. O golpista se aproxima fingindo interesse amoroso e, após o beijo, utiliza a distração para retirar pertences dos bolsos, mochilas ou pochetes.
Em muitos casos, há a participação de comparsas, que ajudam a desviar a atenção da vítima ou recebem os objetos furtados. A ação pode durar apenas alguns segundos, o que dificulta a percepção imediata do crime.

Locais de risco e formas de prevenção
Blocos de rua, festas populares e eventos com grande concentração de pessoas são os ambientes mais vulneráveis à ocorrência do golpe do beijo. A movimentação intensa e o clima festivo reduzem a atenção dos foliões, criando condições favoráveis para furtos rápidos.
Para reduzir riscos, evite levar objetos de valor; se necessário, use bolsas ou pochetes na frente do corpo, mantenha-as fechadas, prenda o celular e desconfie de aproximações íntimas de desconhecidos.
Além do prejuízo material, o beijo forçado pode configurar importunação sexual. Por isso, é essencial que vítimas ou testemunhas procurem a polícia ou a equipe de segurança do evento para registrar a ocorrência. A denúncia contribui para a repressão desse tipo de crime e ajuda a tornar os eventos mais seguros para todos.





