Às vésperas do Natal, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores), assina o decreto que será um presente para muitos brasileiros. Publicado no Diário Oficial de hoje, quarta-feira, institui um novo salário mínimo a partir de 1º de janeiro.
Em 2025, o valor fechou em R$ 1.518. Daqui uma semana, será de R$ 1.621. Um aumento de R$ 103 no salário mínimo nacional. Apesar de passar a valer no primeiro dia de 2026, os brasileiros que recebem o salário mínimo (ou múltiplos dele) ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) só terão o reajuste no início de fevereiro. É quando ocorre o pagamento.
A Constituição Brasileira prevê que o salário mínimo, como o próprio nome indica, é o mínimo que cada trabalhador, rural ou urbano, tem de receber para suprir condições vitais básicas próprias e da família. Tais como: “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.”
Ainda de acordo com a Constituição, o salário mínimo precisa variar junto da inflação. Ou seja, se a inflação é de 10%, a quantia tem de subir pelo menos 10% para garantir o famoso “poder de compra” à população, que poderá manter o estilo de vida e o consumo dos mesmos produtos.
No entanto, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicou que, para abastecer as condições de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo precisaria ser de R$ 7.067,18. O cálculo foi feito em novembro deste ano e representa 4,66 vezes.
O Dieese ainda revelou, no início de 2025, que cerca de 59,9 milhões de pessoas no Brasil usam salário mínimo como referência. Seja ao receber a exata quantia (ou múltiplos) ou com os benefícios, a exemplo do seguro-desemprego e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).





