O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabelece normas rigorosas sobre a posse de animais silvestres no Brasil. A criação desses animais como pets é proibida sem a devida autorização.
Essa medida visa proteger tanto a saúde pública quanto o bem-estar dos próprios animais, que podem sofrer em cativeiro. O descumprimento das regras impostas pelo Ibama pode resultar em penalidades, incluindo multas e até detenção.
Em casos bastante específicos, mesmo animais silvestres podem ser de estimação, caso tenham autorização e sejam legalizados.
Tartarugas e jabutis
O Ibama proíbe a criação de tartarugas e jabutis como pets devido às condições inadequadas que muitas vezes são impostas a esses animais. Comumente mantidos em tanques pequenos, eles enfrentam uma expectativa de vida drasticamente reduzida. Na natureza, podem viver até 70 anos, mas em cativeiro, muitos morrem no primeiro ano, o que evidencia a necessidade de regulamentação.
Pássaros
Espécies como papagaios, corujas, araras e canários-da-terra são frequentemente domesticadas, mas o Ibama alerta para os riscos associados a essa prática. O tráfico ilegal é um problema significativo, com muitas dessas aves sendo visadas por criminosos. A arara-azul, por exemplo, está em perigo de extinção, reforçando a importância de proibições para proteger a fauna silvestre.
Macacos
A posse de macacos, como saguis e macacos-prego, é igualmente proibida. A interação com humanos pode gerar estresse e doenças nos animais, além de contribuir para o tráfico ilegal. O macaco-prego, em particular, apresenta um alto índice de captura, tornando sua preservação ainda mais crítica. O convívio forçado com seres humanos prejudica seu bem-estar e saúde.
Répteis
Cobras e lagartos estão na lista de animais que não podem ser mantidos como pets. Esses répteis exigem cuidados específicos e, segundo a PETA, cerca de 75% deles não sobrevivem ao primeiro ano em cativeiro. A falta de conhecimento sobre suas necessidades e o manejo inadequado contribuem para essas altas taxas de mortalidade, evidenciando a necessidade de regulamentação.
Peixes ornamentais silvestres
O Ibama também proíbe a posse de algumas espécies de peixes ornamentais silvestres. Animais com cores vibrantes ou padrões raros são frequentemente retirados de seus habitats naturais, o que compromete os ecossistemas aquáticos. A captura indiscriminada desses peixes não só afeta a biodiversidade, mas também causa desequilíbrios nos ambientes em que vivem.





