A Rússia anunciou o bloqueio do acesso ao WhatsApp, Instagram e Facebook, conforme reportado pelo jornal americano Financial Times. Os aplicativos foram removidos de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor, que é o órgão regulador da internet no país.
Essa ação torna praticamente impossível o acesso às plataformas sem o uso de meios alternativos, como VPNs, evidenciando o controle rigoroso do governo sobre a comunicação digital. Na justificativa para o bloqueio, o governo russo classificou o Instagram e o Facebook como “extremistas”.
Essa decisão é parte de uma estratégia mais ampla de censura e controle da informação, que inclui a limitação do acesso ao YouTube, embora não esteja claro se este último foi removido do diretório. A medida reflete a crescente repressão à liberdade de expressão na Rússia, especialmente em relação a plataformas que permitem a comunicação e a organização social.

Ações Contra o WhatsApp
O WhatsApp, com cerca de 100 milhões de usuários na Rússia, criticou o bloqueio e afirmou que a medida compromete a segurança, além de incentivar o uso do app estatal Max, que não possui criptografia.
O Max, criado pela rede social russa VKontakte (VK), foi classificado como o “mensageiro nacional”. A VK é controlada por aliados do presidente Vladimir Putin, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários.
A Rússia nega as acusações de que o bloqueio visa promover o Max em detrimento de outras plataformas. Além do WhatsApp, a Rússia restringiu chamadas de voz no Telegram. O cofundador Pavel Durov criticou a medida, defendeu a liberdade de expressão e disse que limitar direitos não é a solução.





