O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) antecipou investimento milionário que será feito no território nacional no segmento de minerais críticos. Com o crescimento da demanda relacionada à transição energética, alta tecnologia e indústria de defesa, o setor receberá uma injeção significativa de dinheiro.
Conforme divulgou o órgão, serão investidos US$ 21,3 bilhões (R$ 111,5 bilhões) entre 2026 e 2030. Trata-se de um aumento de 15,2% em relação às cifras que foram adicionadas no ciclo anterior, de 2025 a 2029, que corresponderam a US$ 18,5 bilhões.

De acordo com dados do Ibram, o aporte de recursos em iniciativas relacionadas aos minerais críticos cresce mais rapidamente do que no setor mineral como um todo. A estimativa é de que até 2030 a mineração brasileira deve gerar US$ 76,9 bilhões, uma alta de 12,5% na comparação com o período anterior.
Na avaliação do instituto, são considerados minerais críticos: grafita, vanádio, nióbio, cobre, níquel, terras raras, bauxita, lítio, titânio e zinco. Alguns minerais contam com maior volume de investimento projetado do que a média da categoria nos próximos anos, como o níquel (24%), o cobre (18%) e o zinco (982%).
Setor faturou alto em 2025
Em 2025, o setor mineral registrou um faturamento de R$ 298,8 bilhões, uma alta de 10,3% na comparação com 2024, quando foram apontados R$ 270,8 bilhões.
O minério respondeu por 52,6% do faturamento, com R$ 157,2 bilhões. Apesar disso, houve queda de 2,2% no mesmo período. Essa diminuição se deveu a queda do dólar, que chegou a bater US$ 134 a tonelada em 2024 e atingiu US$ 100 no decorrer do ano passado.





