O governo da Malásia tem um objetivo em relação à matriz energética: em 2035, ter 40% da produção em fontes renováveis. Por isso, investimento não falta para colocar o país do Sudeste Asiático no caminho. De acordo com informações, uma usina solar receberá aporte de R$ 2 bilhões nos próximos anos.
O projeto do governo da Malásia inclui plataformas flutuantes com capacidade de 300 megawatts no estado de Selangor. A planta ocupará em torno de 430 hectares com mais de 80% dos painéis instalados sobre a água de reservatórios. A previsão de conclusão é para 2027 com a estrutura sendo uma das mais relevantes no continente.
Por conta de ser uma usina com plataformas sobre as águas de um reservatório, a produção de energia não ocorrerá durante todo o ano. O governo da Malásia e as autoridades já garantiram que haverá um cuidado para com o reservatório e o uso só será em períodos específicos.
A preservação da água, aliás, é possível por conta de tecnologias avançadas, como sistemas de oxigenação e controle da proliferação de algas. Dessa forma, o governo mostra que não cumprirá a meta de 2035 a todo custo. Pelo contrário, é preciso atenção e cuidado em todos os setores da sustentabilidade.
Parceria Malásia-China pela usina solar
Um dos grandes responsáveis pela implementação da usina solar na Malásia é a China. O país entra no projeto como um parceiro que busca ampliar as relações econômicas e tecnológicas. Por isso, a iniciativa é executada por uma subsidiária de um grupo energético chinês. O impacto previsto da estrutura malaio chinesa é do abastecimento de 150 mil residências. A Malásia está em andamento com o programa nacional LSS5 de expansão das grandes usinas solares do país.





