O Governo Federal informou que mais de 5 milhões de beneficiários deixaram o Bolsa Família nos últimos três anos devido ao aumento da renda e à inserção no mercado de trabalho.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, mais de 5,1 milhões de pessoas conseguiram emprego desde 2023 e, por isso, deixaram de receber o benefício.
O ministro Wellington Dias destacou que esse resultado demonstra que o programa não gera dependência permanente, mas funciona como um apoio temporário para famílias em situação de vulnerabilidade.
Entre os beneficiários que conquistaram emprego, mais de 1,3 milhão trabalham em microempresas que também já foram atendidas pelo programa. Dados do Sebrae indicam que o Bolsa Família contribui para a redução da pobreza e fortalece a economia local.
Atualmente, o programa atende cerca de 13 milhões de famílias. Desse total, 7,1 milhões possuem integrantes empregados e 5,9 milhões mantêm pequenos negócios, mas continuam recebendo o benefício porque a renda ainda não é suficiente para garantir segurança alimentar. Além disso, aproximadamente 4 milhões de beneficiários desenvolvem atividades rurais.
Bolsa Família e mercado de trabalho
Durante entrevista, Wellington Dias respondeu às críticas de que o programa desestimularia a busca por emprego. Segundo ele, os dados mostram o contrário. Levantamento aponta que cerca de 61% dos beneficiários cadastrados em 2014 deixaram o Bolsa Família até 2025. Entre adolescentes, os índices de saída foram ainda maiores, alcançando 71,2% na faixa de 15 a 17 anos e 60,8% entre 11 e 14 anos.
Estudo da Fundação Getulio Vargas também revelou que muitos beneficiários deixaram o programa após ingressarem no mercado de trabalho. Em 2025, 28,4% dos beneficiários possuíam carteira assinada, evidenciando que a maioria continuou buscando oportunidades de emprego.
Segundo o governo, o fortalecimento da proteção social e o aperfeiçoamento do Bolsa Família contribuíram para a redução da insegurança alimentar no país. Desde 2023, o programa alcançou, em média, 20,7 milhões de famílias, com repasses que totalizaram R$ 434,7 bilhões.









