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Nokia tijolão guardado em casa pode ser o mesmo que ter um tesouro

Por Ana Carolina
30/03/2026
Créditos: Divulgação/ Nokia

Créditos: Divulgação/ Nokia

Guardado em gavetas, caixas antigas ou esquecido entre objetos de uso cotidiano, um clássico da telefonia móvel pode estar ganhando novo valor no mercado. Modelos antigos da Nokia, especialmente o icônico Nokia 3310, voltaram a despertar interesse entre colecionadores e também entre consumidores que buscam uma experiência mais simples e menos conectada.

Conhecido popularmente como “tijolão” no Brasil, o aparelho marcou uma geração no início dos anos 2000 e se consolidou como símbolo de durabilidade. Agora, mais de duas décadas após seu lançamento, ele pode representar não apenas nostalgia, mas também uma oportunidade de ganho financeiro.

Mercado de colecionadores impulsiona valorização

O crescente interesse por itens retrô tem impulsionado o valor de produtos que marcaram época — e os celulares não ficaram de fora dessa tendência. No caso do Nokia 3310, exemplares em estado impecável ou ainda lacrados podem alcançar preços elevados em plataformas internacionais de venda.

Anúncios recentes indicam valores superiores a 1.700 euros para unidades nunca utilizadas, com embalagem original intacta. Já aparelhos usados, mas bem conservados, também possuem mercado, com preços variando de acordo com o estado de conservação, funcionamento e presença de acessórios originais.

No Brasil, esse movimento ainda ocorre de forma mais tímida, mas especialistas apontam crescimento gradual do interesse por colecionáveis tecnológicos, especialmente entre entusiastas e nostálgicos.

Outro fator que contribui para a valorização desses aparelhos é o ressurgimento dos chamados “dumbphones” — celulares com funções básicas, voltados principalmente para chamadas e mensagens de texto. Esse tipo de dispositivo tem atraído principalmente jovens das gerações mais novas, que buscam reduzir o tempo de tela e se desconectar das redes sociais.

Diferentemente dos smartphones modernos, como o iPhone ou a linha Galaxy, os modelos antigos oferecem uma experiência mais direta e sem distrações. Para muitos usuários, isso representa uma forma de retomar o controle sobre o uso da tecnologia.

Créditos: Discostu/ Wikimedia Commons

Durabilidade e simplicidade explicam o sucesso

O sucesso do Nokia 3310 não aconteceu por acaso. Lançado em 2000, o modelo rapidamente se tornou um dos celulares mais vendidos da história, ultrapassando a marca de 126 milhões de unidades comercializadas em todo o mundo. Seu design robusto, com carcaça resistente e componentes internos bem protegidos, garantiu ao aparelho a fama de “indestrutível”.

Diferentemente dos dispositivos atuais, mais sensíveis a quedas e impactos, o 3310 suportava condições adversas sem comprometer o funcionamento. Além disso, a bateria de longa duração — capaz de manter o aparelho ativo por vários dias — e a interface simples contribuíram para sua popularidade global.

O impacto do Nokia 3310 ultrapassou o universo da tecnologia. O aparelho se tornou um ícone cultural, frequentemente citado em memes e referências humorísticas sobre resistência e durabilidade. Também marcou presença em produções audiovisuais, consolidando sua imagem como símbolo de uma era anterior à hiperconectividade.

Outro destaque foi o clássico jogo Snake II, que conquistou milhões de usuários ao redor do mundo. Com jogabilidade simples e viciante, o game ajudou a popularizar os jogos mobile e permanece até hoje como referência na indústria.

Créditos: Divulgação/ Nokia

Fatores que determinam o valor do aparelho

Apesar do potencial de valorização, nem todo Nokia antigo pode ser considerado um “tesouro”. O valor de mercado depende de uma série de fatores, incluindo o estado geral do aparelho, a integridade da bateria e a conservação da tela.

Modelos desbloqueados, que funcionam com diferentes operadoras, tendem a ser mais valorizados. Já defeitos como vazamentos na bateria ou arranhões profundos podem reduzir significativamente o preço. A presença da embalagem original, manuais e acessórios também influencia diretamente na avaliação, especialmente para colecionadores.

Com o avanço da tecnologia e a constante substituição de dispositivos, itens que marcaram gerações anteriores tendem a se tornar cada vez mais raros — e, consequentemente, mais valorizados. Nesse cenário, aparelhos como o Nokia 3310 ganham relevância não apenas como objetos funcionais, mas como peças históricas.

Além disso, o movimento de busca por simplicidade digital e bem-estar tecnológico pode contribuir para a retomada do uso desses dispositivos, ampliando ainda mais seu valor simbólico e comercial. Para quem ainda possui um “tijolão” guardado em casa, o momento pode ser oportuno para avaliar seu estado e potencial de venda.

Créditos: Reprodução Youtube/ Canal Manual do Mundo

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Ana Carolina

Ana Carolina

Apaixonada por música, foi editora do site Sertanejo Todo Dia. É especialista na produção de conteúdo para web.

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