Os brasileiros terão de se preocupar com mais uma possível “explosão” de casos de uma doença. A febre de Oropouche é um dos grandes temores para a saúde pública do país em 2026. O vírus que causa a enfermidade estava restrito à Região Norte até 2023, porém, já se espalhou por uma série de fatores.
Entre eles, os principais são calor, umidade e desmatamento. Os pesquisadores da Universidade Estadual Júlio de Mesquita (Unesp), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butatan publicaram um artigo no período PLOS One. A presença e proliferação do vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) se mostrou comum em áreas de temperaturas e chuvas acima da média.
Além disso, a retirada da mata nativa, especialmente na Amazônia, impede a biodiversidade e, com isso, diminui a possibilidade de predadores e competidores dos maruins, vetor da febre de Oropouche. O resultado da circulação do vírus está nos boletins da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Segundo os dados, o estado de São Paulo, por exemplo, aumentou exponencialmente o número de infectados pela febre de Oropouche. Em 2024, foram oito casos. Já neste ano, que se encerrará em uma semana, 161. O número representa quase 2.000% em relação às ocorrências no último ano.
O líder do ranking é o Espírito Santo. O estado apresentou quase metade de testes positivos no Brasil em 2024 (45,8%). O boletim estadual registrou 6,3 mil casos de febre Oropouche. O perigo do vírus OROV ainda se faz para fora do Brasil. Há relatos de casos no Panamá e no Peru.
Os sintomas da febre Oropouche são similares aos da dengue: febre de até 40°C , dores atrás dos olhos, nos músculos e nas juntas. Além disso, há náuseas, vômitos, fotofobia e irritação na pele. Na maioria dos casos, o maruim transmite a doença há algum anima que contamina o ser humano, porém, também existe a possibilidade de contágio humano-humano.





