Por mais que qualquer tipo de profissão seja digna, pode-se dizer que algumas delas são mais importantes/relevantes do que outras. Um exemplo perfeito disso é a de professor, que principalmente no Brasil, é muito desvalorizada.
O setor da educação, de forma geral, costuma ser bastante desvalorizado pelo país. Não é à toa que ao longo dos anos estamos acostumados a ver protestos e até mesmo greves por profissionais da área pedindo mudanças.
Por mais que tudo ainda esteja bem longe de ficar bom, ao menos um importante passo foi dado nos últimos dias. Na última terça-feira (9), foi projeto que cria o piso salarial nacional para profissionais da educação básica.
Não são todos os professores que serão beneficiados com isso, visto que isso se aplica somente aos da área técnica, operacional e administrativa. Mesmo assim, é uma medida que vem sendo muito bem vista e de grande importância.
A ideia é de que profissionais de assistentes de administração, secretários escolares, cozinheiras, inspetores de alunos, porteiros e auxiliares de serviços gerais tenham o teto fixado. O valor foi fixado em 75%, sendo que atualmente é de R$ 2.886,24.
Rita de Cássia Araújo, presidente da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Ceará, ressaltou a necessidade dessa medida. Ao falar sobre, ela disparou contra a “vida boa” dos prefeitos e deputados, questionando se eles conseguiriam viver com o salário mínimo do Brasil.
“Nós somos a espinha dorsal da escola. Temos orgulho de limpar o chão e de fazer a merenda, mas precisamos ter dignidade e pão na mesa. Será que um prefeito ou um deputado sobreviveria com um salário mínimo?”, disparou.
Nova medida pode custar caro
Apesar de ser uma medida de extrema importância para os profissionais das áreas citadas, vem rondando uma grande preocupação em relação a isso. Os custos, que chegam em torno de R$ 20,1 bilhões anualmente, impactam drasticamente os cofres municipais.





