A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, já sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve liberar R$ 28 bilhões para a economia brasileira a partir de janeiro de 2026. O valor corresponde ao montante que deixará de ser recolhido dos contribuintes, funcionando como um alívio direto no orçamento das famílias.
Segundo cálculos da Receita Federal, esse “dinheiro extra” tende a aumentar o poder de compra e estimular setores como comércio, serviços e indústria. Lula destacou que a medida foi aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado e que a compensação da renúncia fiscal não recairá sobre áreas essenciais, como saúde e educação.
O governo afirma que o recurso será compensado pela taxação de contribuintes com renda anual acima de um milhão de reais, direcionando a cobrança para quem está no topo da pirâmide de renda.

Impacto econômico esperado
A previsão é de que os R$ 28 bilhões ajudem a movimentar a economia em um momento de busca por maior dinamismo no mercado interno. Com mais dinheiro disponível mensalmente, trabalhadores poderão reorganizar despesas, quitar dívidas ou aumentar o consumo imediato.
Esse fluxo tende a fortalecer empresas, gerar empregos e ampliar oportunidades em setores que dependem da demanda doméstica. No pronunciamento em rádio e TV, Lula afirmou que a ampliação da isenção é um passo importante para tornar o sistema tributário mais equilibrado.
Ele também citou que, em seu mandato, o país voltou ao grupo das dez maiores economias do mundo e retomou o crescimento real do salário mínimo. Embora o governo veja a mudança como um avanço significativo, Lula reconheceu que o Brasil ainda tem altos índices de desigualdade.





