Desenvolvido na China, um novo tipo de papel feito de pedra, por assim dizer, pode chegar aqui no Brasil em breve. Essa é uma das inovações que marcaram presença em uma exposição de obras de artistas contemporâneos realizada na cidade de Wuhan.
Segundo informou o Diário do Povo, trata-se de um tipo de papel elaborado a partir da combinação de fibra de basalto de alta tecnologia com o tradicional papel chinês. Também é confeccionado com casca de árvores do gênero pteroceltis e palha de arroz.
A fibra de basalto é obtida por meio da trituração e fusão e se caracteriza por elevada resistência mecânica, resistência a umidade e ao fogo, além de flexibilidade e durabilidade. Sua aplicação surgiu depois da missão Chang’e-6, que colocou uma bandeira chinesa confeccionada de tal maneira no lado oculto da Lua.

As propriedades que permitiram o material suportar as condições extremas da Lua são as mesmas que dão maior resistência ao papel. Dão mais capacidade de absorção de tinta, preservando a leveza. Por essa razão, tem sido utilizado por artistas do país asiático.
O tradicional papel chinês ainda é reconhecido por sua longevidade e qualidade. No entanto, é mais suscetível ao amarelamento em ambientes úmidos com o tempo e a danos provocados por insetos. Talvez, esteja com os dias contados.
Novo papel chinês pode ter função científica
Não é apenas no campo da arte que o xuanxianzhi pode ter grande serventia. Ele também pode ter uma função importante no campo científico.
Pelo menos é isso o que afirma Li Naiwei, presidente de uma associação de artistas da província de Hubei, em Wuhan. De acordo com ele, o papel contribuiu para a preservação da pintura nacional, mas também pode aumentar as possibilidades de restauração de manuscritos e textos antigos de caráter histórico.





