O Nubank encerrou as negociações para adquirir o banco Digimais, instituição financeira ligada ao grupo de Edir Macedo. Segundo fontes próximas às partes envolvidas, o banco digital avaliou as condições da operação, mas decidiu não seguir adiante com a compra.
A decisão foi tomada após uma análise financeira e regulatória que indicou que a integração não seria estratégica para o modelo de negócios do Nubank. O Digimais, controlado pelo Banco Renner, tem enfrentado pressão do Banco Central (BC) para realizar uma troca de controle acionário.
O órgão regulador busca garantir maior estabilidade e transparência na gestão da instituição, que nos últimos anos passou por reestruturações e mudanças na sua carteira de crédito. O Nubank chegou a avaliar a compra como uma possível oportunidade de expansão de mercado, mas concluiu que os custos e riscos envolvidos superavam os benefícios esperados.
Atualmente, o Nubank adota uma política de crescimento baseada na ampliação de seus próprios produtos e serviços digitais, evitando aquisições de instituições tradicionais. A empresa, que ultrapassou 100 milhões de clientes no Brasil, tem investido em diversificação de portfólio, como a oferta de crédito consignado, investimentos e seguros, além de ampliar a presença internacional em países da América Latina.

Banco Digimais segue sob pressão do Banco Central
Enquanto o Nubank opta por manter sua trajetória independente, o Digimais segue em busca de novos investidores. O Banco Central intensificou as cobranças por mudanças no controle e na estrutura de governança, diante de dificuldades em manter índices de capitalização adequados.
O banco, conhecido por operar de forma 100% digital, enfrenta desafios para competir com instituições maiores no segmento financeiro. Com a saída do Nubank das negociações, o Digimais deve procurar outros grupos interessados, incluindo fintechs menores ou fundos de investimento dispostos a assumir a gestão.




