O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento instantâneo do Brasil, justamente por permitir transferências em poucos segundos a qualquer hora do dia. No entanto, a mesma rapidez que facilita a vida dos usuários também acabou sendo explorada por golpistas.
Pensando nisso, novas regras de combate a golpes via Pix começaram a valer em todo o país, trazendo mudanças importantes para quem é vítima de transferências indevidas. Justamente o prazo para contestar um Pix passa a ser um dos pontos centrais dessas alterações, ampliando as chances de recuperação do dinheiro.
Com a nova regra, a vítima de golpe pode contestar a transação em até 80 dias após a realização do Pix. No entanto, o Banco Central reforça que quanto mais rápido o pedido for feito junto à instituição financeira, maiores são as chances de bloqueio e devolução dos valores.
A contestação deve ser feita diretamente no aplicativo ou nos canais de atendimento do banco onde a conta está vinculada. Justamente por isso, o usuário não precisa procurar a instituição do golpista, já que o processo passa a ser integrado entre os bancos.

Outro avanço está no rastreamento do dinheiro, que agora acompanha o valor mesmo quando ele é transferido para várias contas em sequência. Até mesmo esquemas mais complexos, usados para pulverizar o dinheiro, passam a ser monitorados pelo sistema financeiro.
Prazo de devolução do dinheiro
Após a contestação, as instituições analisam se houve fraude, golpe ou falha operacional. No entanto, vale lembrar que o mecanismo não se aplica a casos em que o Pix foi enviado por engano, como erro de digitação da chave ou do valor.
Confirmada a fraude, o dinheiro pode ser devolvido em até 11 dias, prazo considerado mais curto do que o praticado anteriormente. Justamente essa agilidade é vista como um avanço para reduzir prejuízos e aumentar a confiança no Pix.





