O avanço de fraudes que utilizam dados processuais reais levou instituições do sistema de Justiça a adotar medidas emergenciais para proteger cidadãos e profissionais. Golpistas têm explorado informações públicas para simular contatos oficiais, aplicar golpes financeiros e comprometer a segurança de quem possui ou já teve ações judiciais em andamento.

Alerta da OAB Cascavel sobre o golpe do falso advogado
A OAB Cascavel reforçou orientações após o surgimento de versões mais sofisticadas do golpe do falso advogado, nas quais criminosos se passam por advogados, promotores, juízes e servidores de tribunais, usando chamadas de vídeo e falsas audiências para prometer liberação de valores judiciais.
Segundo a entidade, o golpe atinge principalmente pessoas que têm ou já tiveram processos na Justiça. Durante a abordagem, as vítimas são orientadas a espelhar a tela do celular, o que permite o acesso a dados pessoais e bancários.
Também são utilizados documentos falsos com números de processos e nomes reais das partes. No Paraná, mais de 1,7 mil boletins de ocorrência já foram registrados, com estimativa de subnotificação. A OAB reforça que tribunais não realizam audiências por aplicativos nem solicitam transferências financeiras.
Mudanças no TJ/RJ para dificultar fraudes
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro alterou os sistemas de consulta processual e o PJe após pedido da OAB/RJ, que registrou 1.382 denúncias desde o início de 2025, para impedir que filtros amplos facilitassem o golpe do falso advogado.
Com a mudança, permaneceram apenas filtros básicos, como nome das partes, CPF ou CNPJ, número do processo e registro do advogado. O tribunal também restringiu consultas públicas, aplicou marca d’água em documentos e reforçou o controle de acesso para reduzir a exposição de dados.





