O power bank, objeto comum na rotina de quem depende do celular, passou a ser alvo de restrições mais rígidas no transporte aéreo. Embora amplamente utilizado para recarregar dispositivos, esse objeto simples envolve baterias de lítio, que apresentam risco de superaquecimento e incêndio.
Por esse motivo, companhias aéreas e órgãos reguladores reforçaram regras que limitam onde e como o item pode ser levado durante uma viagem. A proibição não significa que o passageiro esteja impedido de transportar o carregador portátil, mas sim que seu uso e acondicionamento passaram a seguir critérios mais estritos.

Restrições adotadas por companhias aéreas
Companhias aéreas de diferentes regiões reforçaram ou alteraram suas políticas sobre o transporte e o uso de power banks em voos. A Emirates anunciou que, a partir de outubro de 2025, o uso desses dispositivos será proibido durante o voo, embora o transporte na bagagem de mão continue autorizado.
Medidas semelhantes foram adotadas pela Singapore Airlines e pela Thai Airways ainda em 2025, com a proibição do uso e do carregamento a bordo após incidentes envolvendo baterias. A Air Busan, da Coreia do Sul, avançou ao restringir também o armazenamento em compartimentos superiores, influenciando outras companhias do país. EVA Air e China Airlines igualmente vetaram o uso durante o voo.
Empresas como Delta, JetBlue, Hawaiian Airlines e Virgin Australia não aplicaram proibição formal, mas reforçaram orientações de segurança. A United Airlines mantém regra que impede power banks em malas despachadas ou integrados a “smart bags”.
As políticas seguem diretrizes internacionais. A EASA, na Europa, permite apenas o transporte na cabine, com proteção contra curto-circuito e limite de duas baterias extras. A TSA, nos Estados Unidos, adota regra semelhante e proíbe o item na bagagem despachada.









