O Museu do Tesouro Real, inaugurado em junho de 2022 em Lisboa, expõe ao público parte significativa das riquezas da antiga monarquia portuguesa — incluindo peças produzidas com ouro e pedras preciosas extraídas no Brasil. Instalado no Largo da Ajuda, o espaço reúne um acervo avaliado em milhões de euros e evidencia a influência brasileira na formação do patrimônio da Coroa.
Coleção reúne milhares de pedras preciosas
Ele abriga cerca de 22 mil pedras preciosas distribuídas ao longo de três andares. Logo no início da visita, estão expostas peças de origem brasileira, como uma pepita de ouro de Goiás e um diamante bruto de Minas Gerais.
A exposição é organizada em núcleos temáticos, entre eles “Ouro e diamantes do Brasil”, “Moedas e Medalhas da Coroa” e “Insígnias Reais”. O acervo inclui ainda joias ornamentadas com esmeraldas, diamantes, ouro e prata, que integraram cerimônias e símbolos oficiais da realeza portuguesa.

Estrutura funciona como um grande cofre
Para garantir a preservação das peças, o museu foi projetado com um sistema de segurança reforçado. O espaço que abriga a riqueza funciona como um cofre de alta proteção, com portas que pesam cerca de cinco toneladas.
As joias exibidas fazem parte do período posterior ao terremoto de 1755, que destruiu grande parte de Lisboa e do patrimônio real da época. O acervo atual representa as riquezas preservadas e reconstruídas após a tragédia.
Além da visita física ao museu, em Lisboa, o público também pode conhecer parte do acervo por meio de uma visita virtual disponibilizada no canal da Câmara Municipal de Lisboa no YouTube. A mostra reforça a relevância histórica do Brasil no ciclo do ouro e das pedras preciosas, cuja extração ajudou a compor um dos tesouros reais mais valiosos da Europa.





