A divulgação do ranking da ACLED (Armed Conflict Event Location and Data Project) sobre os países mais perigosos do mundo em 2025 trouxe atenção renovada para regiões marcadas por conflitos armados, violência contra civis e instabilidade política.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos discutem um investimento de 53 bilhões de dólares para a reconstrução de Gaza, território que lidera o índice ao lado de áreas afetadas por guerras prolongadas.
De acordo com a ACLED, o Brasil aparece na sétima posição entre os países mais perigosos do mundo em 2025. O ranking leva em conta quatro critérios: mortalidade, ameaça à população civil, extensão territorial da violência e número de grupos armados ativos.
O Brasil divide a lista com México, Equador e Haiti, todos afetados pelo avanço do crime organizado e disputas territoriais. Confrontos entre facções e operações policiais de grande escala, como a mais letal já registrada no Rio de Janeiro, influenciam esse cenário.

América Latina concentra conflitos armados internos
O levantamento aponta uma escalada de conflitos na América Latina sem guerra formal. O México ocupa a quarta posição, impulsionado por disputas no Cartel de Sinaloa e pela violência contra políticos, enquanto o Equador aparece em sexto lugar após subir 36 posições, em meio a confrontos entre gangues e à sua relevância no tráfico internacional de drogas.
O Haiti ocupa a oitava posição, com gangues armadas ampliando seu controle territorial em meio à instabilidade política iniciada após o assassinato do presidente Jovenel Moïse. Em resposta, a ONU aprovou o envio de uma força multinacional para tentar conter a violência.
Enquanto isso, Gaza, considerada uma das regiões mais perigosas do mundo, pode receber um investimento bilionário dos Estados Unidos voltado à reconstrução de infraestrutura, governança e serviços básicos.





