O país com a economia mais forte da Europa enfrenta aumento da pobreza, com 16,1% da população abaixo da linha de pobreza. O número de afetados passou de 13,1 milhões em 2024 para 13,3 milhões em 2025.
A definição de pobreza utilizada no país considera aqueles que têm uma renda inferior a 60% da média nacional. Para um solteiro, isso significa uma renda líquida de até 1.446 euros por mês. Para uma família composta por dois adultos e duas crianças menores de 14 anos, o limite é de 3.036 euros.

Grupos mais afetados
Os grupos mais afetados pela pobreza na Alemanha incluem desempregados e pessoas que vivem sozinhas, representando 64,9% e 30,9% da população pobre, respectivamente. Além disso, mães ou pais solo e aposentados também enfrentam riscos elevados de pobreza, com índices de 28,7% e 19,1%.
O risco de pobreza é ainda maior entre estrangeiros, alcançando 32,5% desse grupo, em comparação com 13,2% entre os alemães. A alta no custo de vida, impulsionada principalmente pelos aumentos nos aluguéis e pela escalada de preços desde a invasão da Ucrânia em 2022, tem contribuído para a deterioração das condições econômicas.
Katja Kipping, da Associação Paritária Nacional, destacou que a pobreza se traduz em dificuldades concretas, como crianças sem roupas adequadas para o inverno e famílias que precisam economizar no aquecimento.
Recentemente, debates internos no governo sobre cortes na assistência social têm gerado preocupação. Michaela Engelmeier, da Associação Social Alemã, defendeu que, em vez de discutir reduções, o foco deveria ser na tributação justa das grandes fortunas e na garantia de uma seguridade social sólida.





