Em 2025, o Brasil alcançou o topo do ranking mundial de turismo, recebendo mais de 8 milhões de turistas estrangeiros até novembro e gerando US$ 6,617 bilhões na economia, o equivalente a R$ 35 bilhões.
Esse crescimento de 45% em relação a 2024 representa o maior avanço já registrado pelo país, segundo o Barômetro Mundial do Turismo da ONU. A projeção é que o número de visitantes ultrapasse 9 milhões até o final do ano, consolidando o país como destino global.
O impacto econômico é direto: hotéis, restaurantes, transportes e comércios locais registram aumento de movimento, gerando emprego e renda em diversas regiões. As receitas do turismo internacional cresceram mais de 12% apenas nos primeiros nove meses de 2025, tornando o setor uma das matrizes econômicas mais estratégicas do Brasil, disputando espaço com setores exportadores tradicionais.

Estratégias e distribuição regional
O crescimento foi impulsionado pelo Plano Brasis, lançado em março de 2025 pela Embratur, que usa inteligência de dados para definir mercados-alvo, épocas de promoção e destinos prioritários.
Essa estratégia permitiu que o Brasil voltasse às “prateleiras” internacionais de operadoras de turismo, aumentando a visibilidade tanto para turismo de lazer quanto para o mercado MICE (eventos, congressos e convenções).
O aumento de visitantes não se concentra apenas nas capitais tradicionais. Regiões do Nordeste, Norte e interior do país registram crescimento acima da média, com destaque para a Marca Nordeste, que integra destinos da região. Entre os países emissores, Argentina lidera com quase 3 milhões de visitantes, seguida por Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai.





