Um país vizinho do Brasil está no centro de uma controvérsia internacional após a recente visita do presidente a Taiwan. Durante essa viagem, que ocorreu entre 7 e 10 de maio de 2026, o presidente assinou diversos acordos bilaterais de cooperação, o que provocou reações negativas por parte do governo chinês.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, expressou forte oposição às ações do Paraguai, afirmando que o país está ignorando “a vontade do povo” ao estabelecer laços com Taiwan.
Ele ressaltou que o governo paraguaio deve mudar sua postura rapidamente e alinhar-se com os interesses de Pequim, defendendo que isso serviria aos “interesses fundamentais e de longo prazo” do Paraguai. A China vê a aproximação com Taiwan como um apoio à independência da ilha, algo que contraria sua política de uma única China.
A Visita de Santiago Peña
Durante a visita a Taiwan, o presidente paraguaio liderou uma delegação composta por mais de quarenta empresários. Os acordos firmados focaram em áreas como tecnologia avançada, segurança cibernética e inteligência artificial.
Peña destacou a importância da parceria, mencionando que o Paraguai e Taiwan estão unindo forças para aproveitar a liderança de Taiwan na produção de semicondutores e o potencial paraguaio em geração de energia renovável.
Atualmente, o Paraguai é o único país da América do Sul que mantém relações diplomáticas formais com Taiwan, sendo um dos apenas 12 países no mundo a fazê-lo.
Essa posição coloca o Paraguai em uma situação delicada, especialmente com a crescente pressão da China para que países reduzam ou rompam laços com a ilha. O governo paraguaio tem se mostrado firme em sua aliança com Taiwan, o que pode ter implicações significativas para suas relações comerciais e diplomáticas com a China.





