O papa recusou a proposta de Donald Trump para fazer parte do Conselho da Paz, iniciativa voltada à gestão de crises e negociações diplomáticas. O presidente dos Estados Unidos, que também preside o órgão, queria a presença da Santa Sé entre os membros.
A definição veio por meio do secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, durante encontro bilateral com o governo italiano em Roma. De acordo com Parolin, a decisão decorre da “natureza peculiar” da Santa Sé, que não se equipara a dos estados nacionais.

Parolin destacou que, para o Vaticano, o gerenciamento das crises a nível global deve permanecer sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU): “Uma preocupação é que, no âmbito internacional, seja sobretudo a ONU a gerir essas situações”.
No recorte mais recente da história, a Santa Sé dá preferência a fóruns multilaterais consolidados e atua apenas como uma mediadora discreta de disputas internacionais, evitando estruturas políticas como o Conselho da Paz. E é justamente essa imagem que o Vaticano busca preservar, segundo especialistas.
Papa quer fim das hostilidades
Ultimamente, o papa tem reiterado os apelos pelo fim das hostilidades e pela proteção de civis no mundo. Um exemplo é o pedido de cessar-fogo, através de negociações diplomáticas, em relação a guerra entre Rússia e Ucrânia.
A Igreja Católica tem demonstrado apoio humanitário por meio de redes católicas e organismos de caridade. Portanto, a recusa em integrar o Conselho da Paz não passa por um distanciamento político, mas sim por uma estratégia de continuar sendo uma voz mediadora no que diz respeito aos conflitos globais.
Desde que foi lançada por Donald Trump, em janeiro, no Fórum Econômico Mundial em Davos, a organização reuniu 19 países que assinaram sua carta de fundação.





