A China é hoje um dos principais parceiros comerciais do Brasil, justamente com forte presença em áreas como infraestrutura, energia e agricultura. No entanto, o avanço chinês no setor agrícola também chama atenção em outras regiões do mundo, até mesmo fora do eixo tradicional de exportações.
Nesse contexto, um país parceiro estratégico de Pequim inaugurou no dia 1º de fevereiro o maior complexo centralizado de estufas do planeta. No entanto, o projeto reforça a influência chinesa em modelos agrícolas de larga escala e alto controle tecnológico.
O Complexo Integrado de Estufas de Sinuiju foi construído no extremo noroeste da Coreia do Norte e marca uma nova etapa do desenvolvimento agrícola regional. Até mesmo áreas antes consideradas improdutivas passaram a integrar um ambicioso plano de modernização.
A estrutura ocupa cerca de 450 hectares, o equivalente a aproximadamente 45 milhões de metros quadrados de estufas. No entanto, o espaço vai além do cultivo e inclui centros de pesquisa, moradias e áreas culturais.
A ilha de Wiwha, onde o complexo foi instalado, sofria historicamente com enchentes frequentes e solos de baixa qualidade. Justamente por isso, o local foi escolhido como símbolo de transformação produtiva e social.
A cerimônia de inauguração reuniu autoridades do Partido, representantes do governo, forças armadas e trabalhadores envolvidos na obra. Até mesmo brigadas juvenis participaram do evento, reforçando o caráter coletivo do projeto.
Durante a visita oficial, os convidados conheceram estufas solares, sistemas hidropônicos e centros de pesquisa integrados. No entanto, o destaque ficou para os métodos de cultivo científico e reaproveitamento de recursos.
O chamado “mar de vegetais” reúne culturas como tomates, pepinos e pimentas produzidas durante todo o ano. Dessa forma, o complexo busca garantir abastecimento estável de hortaliças para toda a região.
Presidente da Coreia do Norte marcou presença
Kim Jong Un participou pessoalmente da cerimônia de inauguração do complexo de estufas em Sinuiju no dia 1º de fevereiro. Ele fez o famoso gesto de cortar a fita e fazer um discurso no evento oficial, em meio a lideranças do Partido, governo, forças armadas e trabalhadores.





