A enxaqueca voltou ao centro das discussões após figuras conhecidas relatarem seus sintomas com maior frequência. Entre elas estão Paula Fernandes, Virgínia Fonseca e Claudia Raia.
A condição, apesar de comum, é classificada como uma doença neurológica que não tem cura definitiva. Seus efeitos podem ser incapacitantes e afetar diferentes áreas da vida cotidiana.

Especialistas afirmam que o problema vai muito além da dor pulsante na cabeça. Os pacientes lidam com sensibilidade extrema a luz, som e cheiros, além de náuseas e desequilíbrio.
O neurologista Tiago de Paula explica que o quadro costuma prejudicar memória, foco e qualidade do sono. Ele destaca que o impacto emocional e produtivo costuma ser igualmente expressivo.
Fatores hormonais e hábitos intensos estão entre os principais gatilhos
Segundo o médico, a enxaqueca tem forte base genética, sendo mais recorrente em mulheres. A influência hormonal aparece como uma das explicações para essa predominância.
O estilo de vida acelerado é outro agravante frequentemente identificado pelos especialistas. Rotinas exaustivas podem intensificar crises e aumentar a recorrência dos episódios.
A alimentação também exerce papel importante na manifestação dos sintomas. Substâncias estimulantes presentes em café, pimenta e chocolate podem potencializar o desconforto.
Profissionais orientam pacientes a registrarem gatilhos para entender padrões das crises. Isso ajuda na criação de um plano personalizado para reduzir estímulos que aceleram o cérebro.
Uso excessivo de remédios agrava crises e pode comprometer o tratamento
Apesar de comuns, os analgésicos podem se tornar vilões quando usados sem orientação. O excesso costuma provocar um ciclo de piora chamado de cefaleia por abuso medicamentoso.
O neurologista alerta que esses fármacos perdem eficácia com o tempo e intensificam as dores. Isso acaba dificultando a resposta aos tratamentos considerados de primeira linha.
Novas alternativas vêm ampliando as possibilidades de cuidado e prevenção. Entre elas estão os Anti-CGRP, medicações específicas para bloquear substâncias associadas à dor.
Outra estratégia promissora é a neuroestimulação realizada em casa com orientação clínica. Ela reduz a excitabilidade cerebral e diminui a frequência das crises em muitos pacientes.





