Uma nova jazida de ouro foi encontrada perto do Brasil. De potencial mineral bilionário, o grande depósito mineral fica localizado na região da Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Argentina e Chile, a alguns quilômetros do território nacional, e é apontado como um dos maiores empreendimentos minerais do mundo.
Duas empresas internacionais de mineração são responsáveis pela iniciativa: a canadense Lundin Mining e a gigante australiana BHP. Conforme divulgaram as companhias, a estimativa inicial dos recursos pode chegar perto da casa do bilhão de reais, o que é uma marca histórica para o setor.
Estudos apontam para 13 milhões de toneladas de cobre, além de aproximadamente 32 milhões de onças de ouro (aproximadamente R$ 771 bilhões) e 659 milhões de onças de prata (cerca de R$ 247,5 bilhões).

São dois grandes depósitos, um na província de San Juan, na Argentina, e outro na região de Atacama, no Chile. Os locais estão separados por apenas 11 quilômetros de distância, o que levou as empresas a tratá-los como um complexo mineral. O desenvolvimento inicial da área pode exigir investimentos de até US$ 17 bilhões (R$ 85 bilhões).
Empresas conseguiram benefícios fiscais
Para viabilizar o projeto, as mineradoras solicitaram ao governo argentino a inclusão dele no Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que oferece benefícios fiscais e regulatórios para projetos estratégicos. O planejamento prevê a exploração mineral por até 40 anos, com vantagens para exportação e repatriação de lucros.
Região da Cordilheira dos Andes é estratégica
A região em que fica localizado o complexo é conhecida justamente por sua alta concentração de minerais estratégicos, fundamentais para diferentes setores, como energia, tecnologia e indústria. Naturalmente, isso aumenta o interesse internacional na exploração do local.
Não por acaso, a descoberta tem gerado debate a respeito da regulação, exploração e divisão de recursos minerais entre Argentina e Chile.





