A questão da moradia não é um problema que acomete não só os brasileiros. Em diversas outras partes do mundo o dilema é o mesmo: pessoas tendo que pagar caro para residir em apartamentos minúsculos e, assim, sobreviver nas grandes cidades.
É isso o que acontece em Hong Kong, por exemplo. No território autônomo chinês, aproximadamente 22 mil pessoas moram nas chamadas “casas-caixão”. São apartamentos muito pequenos, de 1,5 metros quadrados (m2), onde é praticamente impossível não só se movimentar, mas ficar em pé ou esticar as pernas.

Essas habitações são o destino dos trabalhadores com baixos rendimentos, entre 1.100 e 1.700 euros por mês. O custo mensal de um casa-caixão gira em torno de 170 euros mensais, o que na cotação atual equivale a R$ 1,06 mil – mais da metade de um salário mínimo brasileiro.
Geralmente, os residentes são reformados com pensões insuficientes, ex-presidiários em processo, pessoas com problemas de saúde mental ou dependências. Também tem os migrantes da China continental, que, atraídos pelas oportunidades de emprego, esbarram em um mercado imobiliário inacessível às suas condições de vida.
Menores de idade moram nas casas-caixão
Segundo dados do Departamento de Transportes e Habitação de Hong Kong, 64% dos residentes das casas-caixão são pessoas entre 25 e 64 anos, que representam a força de trabalho da cidade asiática.
Mas um outro número é que chama mais a atenção: 16% dos ocupantes têm menos de 15 anos. Ou seja, cerca de 50 mil menores de idade vivem em condições precárias e tentam ganhar a vida enquanto deveriam estar se dedicando aos estudos e pensando no futuro.





