De tempos em tempos surge uma nova praga para atormentar a agropecuária. Em meio à adaptação das espécies e as mudanças climáticas, os rebanhos, assim como as plantações, passaram a sofrer mais nos últimos anos. Consequentemente, quem perde é o produtor rural com prejuízos altíssimos.
Desta vez, a praga é conhecida por comer o animal vivo. Não pense, porém, que se trata de uma espécie gigante e assustadora a olho nu. Pelo contrário, são moscas. O problema, na verdade, está nas larvas da mosca Cochilomyia hominivorax, a “bicheira do Novo Mundo”.
A praga fica atenta às feridas do rebanho na espera de uma abertura. Quando chega a possibilidade, a mosca deposita os ovos que aguardam até a eclosão das larvas. Essas, por sua vez, iniciam o “trabalho de destruição” pois começam a consumir o tecido vivo dos animais da pecuária.
Não tem alvo específico para a bicheira do Novo Mundo. Os bovinos, suínos, equinos e até animais silvestres que estejam na área rural são vítimas. Por isso, os produtores e agricultores estão em sinal de alerta para não perder as safras. No México, houve um surto recentemente que pode se espalhar pela América Latina.

O que fazer contra a praga?
Por enquanto, não existem muitas soluções encontradas e testadas. No México, as escolhas dos produtores foram suspender a movimentação dos rebanhos e reforçar os protocolos sanitários. O agravamento do surto é capaz de levar a uma crise econômica no país.
Outra técnica que pode ser adotada consiste na implementação de moscas estéreis. Essas “se reproduziriam” com as moscas, porém, não dariam sequência à linhagem. Contudo, não é tão simples realizar esse controle em meio a uma situação caótica.





