Em meio ao ambiente efervescente, professores anunciaram uma greve geral na Argentina para os próximos dias. O movimento foi confirmado pelos sindicatos universitários e terá duração de cinco dias em protesto às recentes mudanças na legislação trabalhista.
A paralisação irá do dia 16 ao dia 20 de março e afetará todas as universidades públicas do país vizinho. Coordenam o protesto a Associação Sindical dos Professores da UBA (AGD-UBA), o Conadu Histórica e a Associação dos Professores da UBA (Aduba), que exigem o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário e melhorias salariais.

Mais de 30 sindicatos aderiram à pausa. Em algumas universidades, até mesmo sindicatos de não docentes aderiram à causa em dias específicos. Devido a isso, os serviços dos hospitais universitários também serão afetados, além do ensino na sala de aula, funcionando apenas com o mínimo de profissionais.
Existe a possibilidade de prorrogação da greve a depender das decisões tomadas pelas assembleias sindicais. Enquanto isso, grupos de professores pressionam as lideranças para que a paralisação seja mantida por tempo indeterminado caso não haja uma resposta concreta por parte do governo de Javier Milei.
As organizaçẽs sindicais também indicam que poderão intensificar o plano de ação pensando no dia 1º de abril, com novos protestos que incluiriam uma nova marcha universitária nacional. Essa é mais uma questão que marca o atual momento político argentino, com diversos protestos acontecendo.
Reivindicações dos professores na Argentina
De acordo com os sindicatos universitários, a greve é uma resposta a duas reivindicações principais: a categoria exige a implementação integral da Lei de Financiamento Universitário e a garantia da recuperação dos salários perdidos entre 2024 e 2025, uma perda que atingiu 51% em novembro do ano passado.
As organizações também são contra o novo projeto de financiamento enviado pelo Executivo ao Congresso, que reconhece apenas a perda salarial de 2025 e omite a de 2024, deixando de lado atualizações que acompanhem a inflação.





