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Professores anunciaram uma greve geral para o dia 16 de março até o dia 20 exigindo melhorias salariais na Argentina

Por Vitor Gonçalves
09/03/2026
professor

Créditos: Freepik

Em meio ao ambiente efervescente, professores anunciaram uma greve geral na Argentina para os próximos dias. O movimento foi confirmado pelos sindicatos universitários e terá duração de cinco dias em protesto às recentes mudanças na legislação trabalhista.

A paralisação irá do dia 16 ao dia 20 de março e afetará todas as universidades públicas do país vizinho. Coordenam o protesto a Associação Sindical dos Professores da UBA (AGD-UBA), o Conadu Histórica e a Associação dos Professores da UBA (Aduba), que exigem o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário e melhorias salariais.

argentina
Créditos: Unplash/Sasha • Make Stories Studio

Mais de 30 sindicatos aderiram à pausa. Em algumas universidades, até mesmo sindicatos de não docentes aderiram à causa em dias específicos. Devido a isso, os serviços dos hospitais universitários também serão afetados, além do ensino na sala de aula, funcionando apenas com o mínimo de profissionais.

Existe a possibilidade de prorrogação da greve a depender das decisões tomadas pelas assembleias sindicais. Enquanto isso, grupos de professores pressionam as lideranças para que a paralisação seja mantida por tempo indeterminado caso não haja uma resposta concreta por parte do governo de Javier Milei.

As organizaçẽs sindicais também indicam que poderão intensificar o plano de ação pensando no dia 1º de abril, com novos protestos que incluiriam uma nova marcha universitária nacional. Essa é mais uma questão que marca o atual momento político argentino, com diversos protestos acontecendo.

Reivindicações dos professores na Argentina

De acordo com os sindicatos universitários, a greve é ​​uma resposta a duas reivindicações principais: a categoria exige a implementação integral da Lei de Financiamento Universitário e a garantia da recuperação dos salários perdidos entre 2024 e 2025, uma perda que atingiu 51% em novembro do ano passado.

As organizações também são contra o novo projeto de financiamento enviado pelo Executivo ao Congresso, que reconhece apenas a perda salarial de 2025 e omite a de 2024, deixando de lado atualizações que acompanhem a inflação.

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Vitor Gonçalves

Vitor Gonçalves

Jornalista graduado pela Universidade Paulista, é apaixonado por futebol e por palavras. Atuou por anos como redator em sites voltados ao futebol, como Portal do Colorado e Portal do Palmeirense. Tem conhecimentos de SEO e marketing.

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