Em diversos países do mundo a prática de jogar papel higiênico diretamente no vaso sanitário é comum. Vemos isso constantemente em filmes é séries estrangeiras e, por isso, acabamos tentando reproduzir. Mas aqui no Brasil a realidade é diferente.
Isso se deve ao fato da infraestrutura de saneamento básico brasileira ser diferente de lugares como os EUA, por exemplo. O nosso sistema apresenta limitações específicas que tornam o descarte inadequado um verdadeiro problema, resultando em entupimentos e custos elevados de reparo.

O escoamento doméstico brasileiro foi projetado considerando o fluxo de dejetos líquidos e sólidos orgânicos. Além disso, redes mais antigas possuem tubulações com curvas acentuadas, menor diâmetro e baixa pressão de água, o que proporciona uma facilidade maior de acúmulo de material fibroso.
Papéis mais resistentes e expressos, com folhas duplas ou triplas, demoram mais para se decompor em contato com a água. Por essa razão, a lixeira é a maneira mais eficiente de fazer o descarte do papel higiênico, evitando riscos de entupimento e reduzindo o consumo de água potável na descarga.
Entupimentos afetam o meio ambiente
Convém destacar, também, que o descarte inadequado do papel em sistemas ineficientes gera impactos ambientais. O papel não se dissolve por completo, chega a corpos d’água sem tratamento apropriado e permanecem no ambiente por longos períodos até a decomposição.
Por ano, a produção global de papel consome o equivalente a 270 mil árvores e grande parte delas são destinadas à produção do papel higiênico. Descartado em aterros sanitários, contribui para emissões de gases como metano durante a decomposição.





