O debate sobre o fim da escala 6 por 1 no Brasil avançou com a apresentação de uma proposta alternativa pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE), relator da subcomissão que analisa a PEC 8/25.
A proposta original, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), previa a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, incluindo o fim da escala de seis dias de trabalho seguidos por uma folga. Luiz Gastão sugeriu reduzir a jornada para 40 horas semanais, sem alterar a escala 6 por 1.
A redução seria gradual, passando de 42 para 40 horas semanais em dois anos. O relator destacou que a medida busca equilibrar interesses de trabalhadores e empresas e propôs benefícios tributários para empresas cujo pagamento de salários comprometa mais de 30% do faturamento, chegando a 50% quando ultrapassar metade da receita.

Críticas e situação atual
A proposta gerou divergências. Vicentinho (PT-SP) afirmou que não aceitará a manutenção da escala 6 por 1 nem redução salarial, destacando que várias empresas já operam com 40 horas semanais sem perda de produtividade. Ele citou exemplos de países da América Latina e Europa, onde a jornada de 36 horas é comum.
Túlio Gadêlha (Rede-PE) ressaltou que 37% dos trabalhadores formais têm apenas uma folga por semana e, no comércio, esse número chega a 51%. Para ele, a reforma é necessária, considerando que muitos trabalhadores não aceitam essas condições.
Diante das divergências, o presidente da subcomissão, Luiz Carlos Motta (PL-SP), concedeu vista coletiva ao texto, adiando a votação. A medida ainda não tem data definida, mas mantém em pauta o debate sobre a redução da jornada de trabalho e o futuro da escala 6 por 1, com impacto direto na rotina de milhões de brasileiros.





