O Reino Unido expulsou um navio russo das águas britânicas após o veículo ancorar sobre cabos de dados transatlânticos. Os britânicos consideraram o movimento do navio suspeito em meio a ameaças do país do leste europeu na figura do presidente Vladimir Putin.
De acordo com a imprensa internacional, o cargueiro Sinegorsk entrou no canal de Bristol na noite da última terça-feira (27) e ancorou a 3 km de Minehead. O local fica a menos de um quilômetro de cabos submarinos de telecomunicações que conectam a Grã-Bretanha aos Estados Unidos, Canadá, Espanha e Portugal.

Assim que tomou conhecimento, a Marinha Real Britânica entrou em ação com um helicóptero Wildcat ordenando que o navio deixasse as águas britânicas. Pouco depois, o veículo levantou âncora e voltou ao mar. Segundo os russos, a parada se deu para realizar reparos essenciais de segurança.
Para a ministra da Segurança, a ação russa foi bastante suspeita.“Os movimentos deste navio russo são profundamente suspeitos. [É um] lembrete das ameaças persistentes e perniciosas que nosso país enfrenta por parte de Putin e seus aliados”, disse.
Navios russos fazem movimentos suspeitos
A desconfiança dos britânicos em relação ao navio russo não é por acaso. Não é de hoje que veículos do país do leste europeu são associados a tentativas de interferir na infraestrutura submarina.
Em dezembro, um petroleiro foi autuado por autoridades finlandesas após cabos submarinos que ligavam Helsinque e Tallinn serem danificados.
Neste início de ano, um outro navio russo entrou em águas britânicas e deixou a Marinha Real em estado de alerta. Na ocasião, o Secretário de Defesa, John Healey, declarou ao Parlamento: “Para que fique claro, este é um navio espião.”





