Em meio ao clima de Copa do Mundo, uma movimentação silenciosa tem ganhado força longe dos holofotes e indica uma mudança de estratégia que pode impactar o futuro da Seleção. No entanto, esse tipo de ação envolve decisões delicadas e uma disputa que vai além das quatro linhas.
A Confederação Brasileira de Futebol passou a agir nos bastidores para tentar convencer jogadores com dupla nacionalidade a defender o Brasil, justamente de olho em uma posição considerada carente. A entidade monitora jovens que já atuam por seleções europeias de base, mas ainda não estrearam pelas equipes principais.
Joia do Real Madrid entra no radar
Um dos principais alvos é Bryan Bugarín, meia-atacante de 17 anos do Real Madrid. O jovem veste a camisa 10 do sub-17 e já defendeu a Espanha nas categorias de base, o que mostra sua projeção desde cedo.
No entanto, como ainda não atuou pela seleção principal espanhola, existe margem para mudança. Filho de mãe brasileira, Bugarín pode ser influenciado justamente pelo vínculo familiar, algo que costuma pesar nesse tipo de decisão.
Ele assinou seu primeiro contrato profissional em janeiro e renovou com multa rescisória de 75 milhões de euros. O valor elevado mostra o quanto é valorizado, até mesmo com interesse de PSG, Borussia Dortmund e Liverpool.
Apesar de lesões no início do ano, o jogador já está recuperado. Justamente por ter ficado fora das últimas convocações da Espanha sub-17, abriu-se uma brecha que pode ser aproveitada pela CBF.

Destaque ítalo-brasileiro vira alvo
Outro nome observado é Samuele Inácio, de 18 anos, que atua pelo Borussia Dortmund. Filho do ex-jogador Piá, ele também aparece como opção importante. Samuele atua como falso-nove, atacante ou meia-armador, justamente a função que a Seleção busca reforçar. Ele foi camisa 10 da Itália no Mundial sub-17, quando os italianos foram semifinalistas.
Na competição, a Itália venceu o Brasil nos pênaltis na disputa de terceiro lugar, com destaque para o jovem. Além disso, ele já estreou pelo profissional do Borussia e foi tratado como um jogador fantástico por seu treinador.
O desempenho chamou atenção de clubes como Barcelona e PSG. No entanto, a missão da CBF é complicada, já que a imprensa italiana o trata como aposta para o futuro da seleção. Segundo Giancarlo Di Marzio, o jogador demonstra interesse em defender a Itália. Ainda assim, o fato de seu pai ser brasileiro pode influenciar na decisão.
Yuri Alberto vive cenário parecido
Esse tipo de movimento tem se tornado cada vez mais comum no futebol mundial, com seleções disputando talentos antes da estreia oficial. Justamente por isso, o Brasil tenta se antecipar e garantir nomes promissores.
Além dos jovens monitorados, há também casos mais avançados, como o de Yuri Alberto, do Corinthians. O atacante pode atuar pela seleção italiana no ciclo visando a Copa do Mundo de 2030, em meio a uma reformulação da equipe europeia.

A possibilidade é vista como real nos bastidores, já que o jogador tem cidadania italiana e não está preso definitivamente à Seleção Brasileira. Como sua participação anterior foi apenas em amistoso, ele ainda pode mudar de seleção.
Esse cenário mostra como a disputa vai além da base e já envolve atletas em atividade no futebol brasileiro. Cada escolha envolve fatores pessoais, familiares e até planejamento de carreira.





