A ausência de um testamento do médico Miguel Abdalla Netto abre a possibilidade para que Suzane Von Richthofen herde uma fortuna estimada em R$ 5 milhões. O patrimônio inclui imóveis, aplicações financeiras e um sítio no litoral de São Paulo.
Com a morte de Miguel, a disputa pela herança não envolve apenas Suzane, mas também sua prima Silvia Magnani, de 69 anos. Silvia afirma ter mantido um relacionamento com Miguel por cerca de 14 anos e busca o reconhecimento judicial de uma união estável para ter direito à partilha dos bens.
Ela menciona que Miguel expressava aversão a Suzane, referindo-se ao crime que ela cometeu contra sua mãe, irmã de Miguel. A disputa entre Suzane e Silvia começou antes mesmo da abertura formal do inventário.
Ambas tentaram liberar o corpo de Miguel para o sepultamento, mas Silvia venceu essa batalha. Após o sepultamento, as primas também tentaram acessar a casa de Miguel, mas foram impedidas por um vizinho que detém a chave do imóvel.

O paradoxo da herança
A situação de Suzane é irônica, pois ela não conseguiu herdar os cerca de R$ 10 milhões deixados por seus pais, já que Miguel havia a declarado indigna de receber qualquer patrimônio.
Agora, com a morte do tio, ela pode ter a chance de usufruir dos bens dele, invertendo os papéis no contexto familiar. Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, foi procurado para assumir a inventariança dos bens, mas não foi localizado, vivendo isolado em uma propriedade no interior de São Paulo.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em sua casa, e a causa da morte foi classificada como indeterminada, aguardando exames complementares. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita, aumentando a tensão em torno do inventário e das disputas familiares.





