A falta de mão de obra tem feito usinas de Alagoas buscarem soluções fora do território brasileiro para dar conta da demanda. Mas não se trata de uma simples substituição de funcionários, e sim da troca de trabalhadores por máquinas no ramo da cana-de-açúcar.
É o caso da Usina Serra Grande, por exemplo, que fica localizada em São José da Laje, na Zona da Mata Norte. Em uma tentativa de mecanizar a área até então dependente do corte manual, o empreendimento passou a importar colheitadeiras desenvolvidas originalmente para pequenas propriedades asiáticas.

As colheitadeiras de menor porte são desenvolvidas na Índia. Para operar nas encostas alagoanas, elas passaram por adaptações, como a substituição de pneus traseiros por esteiras metálicas. Trata-se de um investimento estratégico que visa garantir a continuidade da produção de cana na região.
Segundo técnicos e gestores do setor, pessoas mais jovens não querem mais exercer a atividade, o que implica em uma escassez da mão de obra. Em algumas usinas, a média dos cortadores passa dos 40 anos de idade, configurando, assim, o agravamento da falta de reposição dos trabalhadores.
Mecanização é vista como sobrevivência do setor
O que antes deveria representar um avanço tecnológico, virou questão de sobrevivência para o setor da cana-de-açúcar. Diante da escassez de mão de obra, as máquinas viraram a solução para garantir a produção anual da área sucroenergética.
O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e também lidera o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas. São mais de 650 milhões de toneladas por safra, o que demonstra a importância da atividade para a economia do país.





