O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a possibilidade de impedir a Exxon Mobil de investir na Venezuela. Essa declaração ocorreu após o CEO da Exxon, Darren Woods, classificar o país como “não investível” durante uma reunião na Casa Branca. Woods destacou que a Venezuela precisaria modificar suas leis para se tornar uma oportunidade atrativa para investimentos.
Esse encontro contou com a presença de 17 outros executivos do setor de petróleo, onde Trump pediu um investimento de US$ 100 bilhões para revitalizar a indústria petrolífera venezuelana.

Reações e implicações
Os comentários de Woods, que expressaram ceticismo sobre as condições de investimento na Venezuela, rapidamente se tornaram um ponto focal da reunião. Trump, ao retornar a Washington, comentou que não ficou satisfeito com a resposta da Exxon e indicou que poderia manter a empresa fora do país.
Ele afirmou: “Não gostei da resposta deles. Eles estão se fazendo de engraçadinhos demais”. A Exxon não se manifestou imediatamente sobre as declarações do presidente. Historicamente, a Exxon, junto com a ConocoPhillips e a Chevron, foi um dos principais parceiros da estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA.
Após a nacionalização do setor entre 2004 e 2007 pelo falecido presidente Hugo Chávez, a Exxon e a ConocoPhillips deixaram o país e entraram com processos de arbitragem. Woods reiterou que, para a Exxon retornar, seriam necessárias mudanças significativas nas condições legais e comerciais em vigor na Venezuela.
Woods enfatizou que a Exxon necessita de proteções duradouras para seus investimentos e que a lei de hidrocarbonetos do país precisa ser reformada. Ele concluiu afirmando que, nas condições atuais, não é viável investir na Venezuela, refletindo um clima de incerteza que pode impactar futuras relações comerciais entre os dois países.





