Uma tumba milenar repleta de ouro foi descoberta no Museu Parque Arqueológico El Caño, localizado no Panamá. Chamada de Tumba 3, ela pode ter pertencido à realeza Coclé, povo indígena que habitou o atual território panameño antes da chegada dos colonizadores espanhóis por lá, em 1501.
De acordo com as palavras do Ministério da Cultura do Panamá, a descoberta da tumba de 1 mil anos é “um acontecimento de grande relevância para a arqueologia panamenha e para o estudo das sociedades pré-hispânicas do istmo centro-americano”.
“Estamos focados em levar adiante o Museu de El Caño como um centro de investigação e educação para todos os panamenhos e visitantes interessados em nossas origens e nossa história”, disse a ministra María Eugenia Herrera.

A Tumba 3 foi encontrada em 2009, quando foram detectados fragmentos metálicos e uma alta concentração de materiais cerâmicos no sítio arqueológico de El Caño. A escavação, no entanto, só aconteceu agora em 2026, revelando uma complexa estrutura composta por um enterro múltiplo.
Segundo a Eco TV Panamá, a pessoa que estava no centro da tumba, rodeada por diversos objetos, reforçam o status que tinha na hierarquia sociopolítica da época. Dentre os itens que o cercava constavam peças de ouro, como peitorais, protetores de orelha e braceletes, e outros ornamentos metálicos, além de cerâmicas elaboradas.
El Caño é um portal para o passado
A Tumba 3 não foi a única descoberta feita no sítio arqueológico de El Caño. Em 2024, uma outra tumba, datada de 750 d.C, também foi encontrada por lá. Acredita-se que tenha pertencido a um membro da alta sociedade Coclé.
O Ministério da Cultura destaca que são achados fundamentais para reavaliar o cenário regional durante o período de maior desenvolvimento sociopolítico do local. Uma volta ao passado para tentar entender melhor seu funcionamento.





