Na Colômbia, um lago gigante surgiu repentinamente em Córdoba devido a chuvas extremas e a um padrão atmosférico incomum. As imagens de satélite revelam que vastas áreas agrícolas se transformaram em água em poucos dias.
A situação é alarmante, pois mais de 80% do departamento de Córdoba está inundado, resultando em milhares de casas destruídas e mais de 11 mil famílias deslocadas. Tradicionalmente, fevereiro é um mês seco no Caribe colombiano, período em que as famílias se preparam para o plantio.
No entanto, neste ano, um frente frio inesperado desceu do Caribe nos dias 1 e 2 de fevereiro, trazendo ar úmido que provocou intensas tempestades. Dados da NASA indicam que a região recebeu entre 4 a 7 centímetros de chuva diariamente, com picos de até 1,7 centímetros por hora.
Impacto nas comunidades
As inundações causaram danos significativos à agricultura local, com vastas áreas de arroz e milho submersas. Os pecuaristas enfrentam dificuldades, pois os animais precisam ser realocados para os poucos terrenos secos disponíveis, aumentando o risco de doenças devido à superlotação.
Muitas famílias perderam não apenas suas casas, mas também seus pertences, como galinhas e ferramentas. O grupo ClimaMeter realizou um estudo que sugere que este evento é resultado de condições atmosféricas raras, exacerbadas por um clima mais quente e úmido.
A temperatura na atmosfera sobre o norte da Colômbia é agora de 1 a 1,5 graus Celsius mais alta do que há algumas décadas. Esse aquecimento permite que o ar retenha mais vapor d’água, resultando em chuvas mais intensas quando as condições são favoráveis.
O IPCC alerta que episódios de chuva extrema estão se tornando mais frequentes à medida que a temperatura média do planeta aumenta. Para as comunidades de Córdoba, a temporada tradicional de cultivo e pastoreio já não é tão confiável.





