A União Europeia (UE) anunciou a proposta de um 20º pacote de sanções contra a Rússia, ampliando a pressão econômica iniciada após o começo da guerra na Ucrânia, há quase quatro anos. A nova rodada de medidas tem como foco principal o uso de criptomoedas, que vêm sendo utilizadas como alternativa para contornar restrições financeiras impostas por países ocidentais.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o objetivo é proibir totalmente transações em criptomoedas com a Rússia e bloquear, em nível global, prestadores de serviços russos ligados a ativos digitais. A estratégia busca superar limitações de sanções anteriores, que atingiam apenas entidades específicas e acabavam sendo dribladas com a criação de novas plataformas.
Além das restrições ao setor cripto, o pacote prevê a inclusão de cerca de 20 novas instituições financeiras na lista de entidades sancionadas. Atualmente, aproximadamente 26 mil sanções já foram aplicadas à Rússia por países ocidentais, atingindo bancos, empresas, autoridades e setores estratégicos da economia.

Criptomoedas no centro das restrições
Entre os alvos estão plataformas como a Grinex, sucessora da Garantex — corretora já sancionada pelos Estados Unidos em 2022 — e stablecoins atreladas ao rublo, como a A7A5. A intenção é fechar brechas que permitam a evasão financeira por meio de ativos digitais, reforçando o controle sobre fluxos internacionais de recursos.
A adoção do novo pacote depende da aprovação unânime dos Estados-membros da UE, o que pode gerar negociações internas. Se aprovado, o conjunto de medidas representará um avanço significativo na tentativa de limitar o uso de criptomoedas como instrumento para driblar sanções econômicas e financeiras impostas à Rússia.









